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Caso Lázaro: delegado responsável pela investigação da chacina de família no DF diz que mulher foi morta com tiro no crânio e há indícios de violência sexual

Cleonice Marques tinha de 43 anos; polícia suspeita que orelha da vítima foi cortada enquanto ela ainda estava viva. Marido e dois filhos morreram antes, na casa onde moravam, no Incra 9, em Ceilândia.

29/06/2021 19h30
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Por: DILMAN LIMA
Caso Lázaro: delegado responsável pela investigação da chacina de família no DF diz que mulher foi morta com tiro no crânio e há indícios de violência sexual

A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou, na tarde desta terça-feira (29), o laudo da morte da família Vidal, assassinada por Lázaro Barbosa, em Ceilândia, antes da fuga, perseguição e morte do criminoso, que durou 20 dias. Segundo o delegado Raphael Seixas, responsável pela investigação da chacina, Cleonice Marques, de 43 anos, foi morta com um tiro no crânio, após ser sequestrada, conforme apontaram os exames da polícia técnica.

Seixas disse ainda o laudo mostra "indícios de violência sexual", e que Cleonice teve uma orelha cortada, "possivelmente enquanto ainda estava viva". O delegado explicou que foram colhidos vestígios biológicos do corpo, que poderão confirmar se houve estupro. O resultado dos padrões genéticos deve sair até sexta-feira (2).

O marido de Cleonice, Cláudio Vidal, de 48 anos, e os dois filhos do casal, Gustavo Vidal, de 21 anos , e Carlos Eduardo Vidal, de 15 anos, encontrados mortos com marcas de tiros e facadas, em casa, no Incra 9.

O delegado disse que não exclui a possibilidade de a família Vidal ter sido assassinada por mais de uma pessoa, por interesses imobiliários, uma vez que familiares também foram assaltados no dia 17 de maio. "Todas as linhas de investigação serão checadas", disse.

Conforme Raphael Seixas, o inquérito está em segredo de Justiça. "A polícia vai usar todas as tecnologias e meios para investigar os fatos", apontou.

Para Raphael Seixas, a morte de Lázaro Barbosa prejudicou as investigações. Segundo a polícia do DF, uma das vítimas do crime ocorrido um dia depois da chacina da família Vidal afirmou que Lázaro teria dito que não cometeu o crime sozinho.

 

"Para a investigação, era interessante que ele fosse preso e falasse no interrogatório", diz o delegado.

 

Seixas aponta que há detalhes que somente o criminoso poderia esclarecer. "Tudo isso seria objeto de arguição em relação a ele, só que ele morreu. Há prejuízo pra investigação? Óbvio que há. Tem situações, detalhes, que só ele poderia dizer", complementou.

 

Para o delegado, seria fundamental saber a motivação para o crime: "Se foi patrimonial ou não, se foi a mando de alguém, ou não". Para Seixas, "os detalhes ficaram prejudicados com a morte de Lázaro".

Delegado Raphael Seixas, do DF, responsável pela investigação da chacina cometida por Lázaro Barbosa, em Ceilândia — Foto: Mara Puljiz/G1

Delegado Raphael Seixas, do DF, responsável pela investigação da chacina cometida por Lázaro Barbosa, em Ceilândia — Foto: Mara Puljiz/G1

O delegado disse também que acredita que Lázaro tinha uma rede de apoio para fugir do cerco policial após os crimes.

 

"Ninguém fica 20 dias na mata e aparece com a barba feita. Ele estava com dinheiro, é preciso verificar se esse dinheiro poderia ser da família Vidal", diz Seixas.
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